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Afinal, por que temos duas forças policiais?

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É uma história complicada. Cada uma das polícias militares e civis dos estados do Brasil tem sua história própria.

Mas, para resumir, elas nunca estiveram unidas, não tem interesse nisso e nossa Constituição diz que tem que ser assim.

Na verdade, existem cinco forças com o nome de polícia: Militar, Civil, Federal, Federal Rodoviária e Ferroviária Federal. A maioria dos crimes cai na alçada das duas primeiras. A Civil anda à paisana, cuida de investigação, detenção e encaminhamento ao Judiciário. A Militar, uniformizada, das rondas e ações de choque.

As forças civis vêm desde o Brasil colônia, quando juízes e alcaides eram responsáveis pela manutenção da lei, para o que contavam com a ajuda de delegados - a quem delegavam poder, daí o nome. Quanto às militares, não são invenção brasileira - o nome de soldados cumprindo funções policiais é gendarmaria, ideia surgida durante a Revolução Francesa, quando foi criada a Gendarmerie Nationale. Ela ainda existe e é responsável pelo patrulhamento …

450 Anos de Santa Cruz (RJ)

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Conheça as datas de aniversário do bairro
Dia 30 de dezembro de 1567. Nessa data, começa a história de Santa Cruz, de acordo com especialistas do Núcleo de Orientação e Pesquisa Histórica (NOPH). O marco, que completa 450 anos em 2017, remonta ao momento em que o capitão-mor Cristóvão Monteiro recebeu como pagamento da Coroa duas sesmarias (terrenos) na região, por ter ajudado na expulsão dos franceses da cidade do Rio de Janeiro.
Entretanto, por cair entre o Natal e o Ano Novo, as celebrações de aniversário do bairro acabaram sendo antecipadas. Antigo coordenador administrativo do NOPH, Sinvaldo Nascimento Souza apresentou uma alternativa: "Ele sugeriu 14 de setembro, Dia da Exaltação da Santa Cruz", conta Walter Priosti, atual coordenador do Núcleo de Pesquisa.
Vários eventos estão sendo organizados para homenagear os 450 anos. A programação irá se concentrar em setembro, mas  começa em abril e vai até novembro. Uma exposição itinerante com a história do bairro percorrerá 21…

O vereador sonhador, que queria transformar Sepetiba, num lugar conhecido no mundo todo

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Em 1954, o Vereador Isaaz Isekshon (PSB, Partido Social Progressista), e também médico e historiador, era um homem sonhador e de visão.

O mesmo tentou através de um projeto de lei, transformar Sepetiba em um polo de turismo, que atrairia turistas de todo o mundo.

Eram planos ambiciosos e revolucionários. Seu sonho, era fazer de Sepetiba, um grande centro de tratamento na região, com a construção de um resort-hospital, na orla da praia, e tudo giraria em torno da lama medicinal de suas praias.

Sua ascendência era russa, e desde que ele conheceu Sepetiba, em 1932, se apaixonou pelo lugar.

Teve então a idéia de fazer em Sepetiba, um projeto que deu certo na terra de seus pais. Um lugar aonde pessoas do mundo todo, procurassem para se curar de suas enfermidades e descansar.

Infelizmente, seu projeto de lei, não foi aprovado, a época, por falta de interesse e honestidade dos outros vereadores, segundo ele.

O projeto, de número, 1.431, de 17 de maio de 1954, consistia na construção do resort-hosp…

O curioso caso da Igreja de Cosmos (RJ)

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Durante séculos, o Brasil foi vinculado à igreja católica em várias esferas (políticas, econômicas, sociais) ecoando até os dias atuais. Assim, a história de nosso país possui vários capítulos ligados à igreja de Roma. No Rio de Janeiro existem várias igrejas com histórias importantes, algumas com séculos de idade, que fizeram parte de capítulos importantes dentro da construção do Brasil e de nossa memória.
Praticamente todo carioca conhece ou já ouviu falar na Igreja da Penha, com seus 382 degraus, localizada no alto da cidade, propiciando uma visão de 360º do Rio. Porém, poucos já devem ter ouvido falar na homônima menos famosa, a Igreja de Nossa Senhora da Penha, no bairro de Cosmos, vizinho ao bairro de Campo Grande, numa região que poderia ser considerada como a "Grande Campo Grande", na Zona Oeste do Rio de Janeiro. 

A Penha menos famosa, possui uma semelhança com a mais conhecida, pois esta também se localiza no alto de um morro. Porém, o que mais chama a atenção na igr…

A História do Rio da Prata do Cabuçu (RJ)

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Henryville, o Batismo Francês do Rio de Janeiro

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Um dos maiores mistérios que envolvem os turbulentos anos da fundação da cidade do Rio de Janeiro é o da construção de Henryville, aquele que seria o primeiro aglomerado urbano europeu nas Américas. Teria sido fundado pelos franceses comandados pelo almirante francês Nicolas Durand de Villegagnon em 1556 na altura da atual praia do Flamengo, mais precisamente na foz do rio Carioca, que obviamente na época era formado por águas limpas e cristalinas, bem diferente de hoje, quando desemboca de forma fétida na praia do Flamengo.

O nome Henryville era uma homenagem ao rei da França, Henrique II. Seu nome aparece em vários mapas da época e também numa carta náutica de Villegagnon ao Duque de Guisse, além de constar em um panfleto anônimo dos calvinistas. Um dos argumentos mais fortes a favor da sua existência é que seria extremamente lógico que Villegagnon realmente tivesse mandado construir uma base em terra. Ela serviria de apoio à ocupação da ilha que levaria o nome do francês, onde foi i…

Cemitérios: Patrimônio Histórico, Espaço de Memórias

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Até o século XIX, em muitas partes do Brasil, os velórios aconteciam nas residências dos mortos, e havia a convivência do vivo com o morto no ambiente religioso. Mas na cidade de Salvador, uma lei garantiu a uma empresa privada o monopólio dos sepultamentos por um período de 30 anos. A população reagiu destruindo o cemitério, revoltada porque os enterros não seriam mais realizados nas igrejas.
Este episódio ficou conhecido como a Revolta da Cemiterada, que foi abordada no livro “A morte é uma festa”, de João José Reis.  O autor, um dos historiadores brasileiros mais prestigiados, estuda como o homem percebe a morte e suas atitudes em relação ao término da vida. Em “Imagens e Imaginário na História” o historiador francês Michel Vovelle também fala da morte e do além-mundo, utilizado, inclusive, histórias em quadrinhos
Na história da humanidade, a morte sempre foi a única certeza. Junto com ela veio o desejo encontrar o caminho para a imortalidade. Os faraós do antigo Egito buscaram em su…