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D. Pedro I em Santa Cruz

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Um pouco da rotina do imperador D. Pedro I na Fazenda de Santa Cruz, que daria origem ao bairro carioca de mesmo nome.
Se o príncipe regente D. João se apaixonou por Santa Cruz, transformando a antiga sede da fazenda dos jesuítas em Palácio Real, seus descendentes também seguiram o antigo Caminho dos Jesuítas para se afastar dos problemas da Corte e viver mais à vontade.

O filho, o futuro D. Pedro I do Brasil, e Pedro IV de Portugal, por exemplo, talvez tenha sido mais assíduo ao palácio que seu pai. Na infância passada no velho oeste carioca, Pedro, revelando a vocação de líder militar, organizava exércitos de brincadeira, com regimentos de escravos, meninos como ele, munidos com “armas” feitas de madeira e folhas-de-flandres. Exército pronto, organizava acirradas batalhas pelos campos de Santa Cruz contra o irmão D. Miguel, antecipando a guerra que travariam em Portugal, entre 1832 e 1834, e que faria de D. Pedro um herói naquele país, após ter abdicado do trono do Brasil, em 1831.

Mai…

Por onde eu passo, todo mundo me conhece

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Dotado de um talento artístico que se manifestou desde a infância, Mestre Saul é um destaque da região, na pintura e na escultura, e conta aqui um pouquinho de sua caminhada sofrida e vitoriosa.
Ainda garoto, ali pelos 7 ou 8 anos, Saul da Silva Pinheiro fazia música batucando em latas de graxa, desenhava com lascas de carvão e repetia em pensamento um desejo: “Quando crescer eu quero ser artista. Famoso, de valor”. Corria a década de 40, e a infância difícil do menino criado em meio a quatro irmãs, com mãe costureira e separada de um PM atormentado por problemas mentais, não dava indicativos de que o sonho se realizaria. Hoje ele é o Mestre Saul, artista plástico com quadros e esculturas espalhados por todo canto do Brasil — incluindo um busto de Zumbi dos Palmares numa praça de Brasília — mas mantendo forte vínculo com a Zona Oeste do Rio, onde nasceu e voltou a morar depois de “andar por aí”.

A arte sempre foi um dom. E era com facilidade que ele conseguia tirar som de qualquer objet…

Conheça o Era Virtual, um projeto pioneiro de visita virtual aos museus brasileiros

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Conheça o Era Virtual, um projeto pioneiro de visitas pela internet com visualização em 360º dos museus brasileiros e seus acervos. Entre nessa viagem surpreendente e conheça  a beleza do nosso rico patrimônio cultural. Para conhecer navegar é preciso. Clique aqui e veja mais: http://www.eravirtual.org/mo_br/

Pedalando pela História de Santa Cruz, RJ

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Divulgando mais um evento sobre Santa Cruz nos seus 450 anos. Um bairro com muita história! Apoio Claudinho do Som e Reinaldo Azevedo.  

A Lenda da Pedra da Cruz

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Este documento foi um dos primeiros a mostrar a expansão do povoamento da cidade às margens da Baía de Guanabara. E foi nessa orla que aconteceu a nossa história de hoje, resgatando a origem de um local que está quase esquecido dos cariocas. Você já ouvir falar do Engenho da Pedra? Era uma enorme fazenda que abrangia os atuais bairros de Olaria, Ramos, Bonsucesso e parte de Manguinhos, ocupando a maior faixa do Mar de Inhaúma, entre o porto de Maria Angu (Ramos) e a Ponta do Caju. O engenho era favorecido pelos rios Faria e Timbó para navegação e irrigação das lavouras.
O nome "da Pedra" refere-se a uma certa rocha no mar (uma laje), indicada por João Teixeira Albernaz no mapa acima e que era utilizada como referência à localização do engenho. Essa pedra existe ainda hoje, no canal entre o litoral de Ramos e a Ilha do Governador.
Geração após geração, desde meados do século 18, os pescadores da região vêm repassando a lenda da laje, que também ficou conhecida como "Ped…

Contribuição à história do subúrbio carioca

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Dentre os inúmeros viajantes que contribuíram para o conhecimento da região Sudeste do Brasil no início do século XIX, destaca-se o botânico Auguste de Saint-Hilaire, publicando na Europa o resultado de suas pesquisas. Permanecendo nesse país durante os anos de 1816 a 1822, iniciou sua viagem partindo do Rio de Janeiro visitando várias Províncias, colhendo material botânico e zoológico, registrando observações de interesse histórico, geográfico e etnográfico.
Acompanhado do cônsul geral da Rússia no Brasil Sr. George Von  Langsdorff, que em setembro de 1916 havia comprado a fazenda Mandioca em Inhomirim, na Baixada Fluminense, iniciaram a viagem no dia 7 de dezembro do mesmo ano, seguindo numa pequena tropa de muares, “um negro e um mulato que pertenciam ao Sr. Ildefonso”, responsável pela expedição.
Prosseguindo pelo “Caminho de Terra” passaram diante do palácio São Cristóvão, cuja visão à direita era a Baia de Guanabara e à esquerda “um vale semeado de colinas e casas de campo”, tendo…

Serra da Misericórdia: Uma obra prima da natureza no meio do subúrbio

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A Serra da Misericórdia, uma verdadeira obra magnífica da natureza, abrange cerca de 43,9 km2 no município do Rio de Janeiro, e está localizada após uma faixa de baixada de aproximadamente 6 km a norte do Maciço da Tijuca e 3 km da costa oeste da Baia de Guanabara no ponto mais próximo de seu relevo: o bairro da Maré. É uma região geográfica enorme. Você não acha?
O maciço da Misericórdia chega a aproximadamente 260 metros de altitude em seu ponto culminante, a Serra do Juramento (onde fica a comunidade do Juramento). Estende-se por 27 bairros do subúrbio carioca. Entre eles: Abolição, Bonsucesso, Brás de Pina, Cavalcante, Cascadura, Complexo do Alemão, Del Castilho, Engenho da Rainha, Higienópolis, Honório Gurgel, Inhaúma, Irajá, Madureira, Olaria, Penha, Penha Circular, Piedade, Pilares, Ramos, Rocha Miranda, Tomás Coelho, Turiaçu, Vaz Lobo, Vicente de Carvalho, Vila Kosmos e Vista Alegre.

Antes da conquista da Área de Proteção Ambiental e Recuperação Urbana (APARU), estabelecida pelo…

Afinal, por que temos duas forças policiais?

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É uma história complicada. Cada uma das polícias militares e civis dos estados do Brasil tem sua história própria.

Mas, para resumir, elas nunca estiveram unidas, não tem interesse nisso e nossa Constituição diz que tem que ser assim.

Na verdade, existem cinco forças com o nome de polícia: Militar, Civil, Federal, Federal Rodoviária e Ferroviária Federal. A maioria dos crimes cai na alçada das duas primeiras. A Civil anda à paisana, cuida de investigação, detenção e encaminhamento ao Judiciário. A Militar, uniformizada, das rondas e ações de choque.

As forças civis vêm desde o Brasil colônia, quando juízes e alcaides eram responsáveis pela manutenção da lei, para o que contavam com a ajuda de delegados - a quem delegavam poder, daí o nome. Quanto às militares, não são invenção brasileira - o nome de soldados cumprindo funções policiais é gendarmaria, ideia surgida durante a Revolução Francesa, quando foi criada a Gendarmerie Nationale. Ela ainda existe e é responsável pelo patrulhamento …